bandeira-do-psolO Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) reuniu a militância na noite de ontem para debater as estratégias que vai adotar nas eleições desse ano na capital baiana. Com a pré-candidatura de Fábio Nogueira para prefeito já encaminhada, a legenda passa a traçar planos de discussões temáticas que poderão ser travadas no contexto eleitoral. Batizada de “Venha Botar Seu Bloco na Rua”, a plenária municipal da sigla teve a presença do vereador Hilton Coelho, que deve buscar a reeleição, e do ex-presidente estadual do partido, Marcos Mendes, que tentará uma vaga na Câmara Municipal.
Para o presidente do PSOL em Salvador, Fábio Nogueira, o encontro teve como objetivo central preparar a militância para o embate que será travado. “A gente avalia que há um espaço para um debate sobre a cidade que a gente quer”, ressaltou o dirigente e pré-candidato em entrevista à Tribuna. Segundo Nogueira, na briga pelo Legislativo, o partido tentará eleger mais de dois vereadores. “Com certeza a gente vai ampliar a bancada de vereadores na Câmara”, frisou.

 

O presidente municipal ressalta que a candidatura socialista é dada como certa e, para fortalecer o projeto, busca aliança com o PSTU e PCB. De acordo com postulante ao Executivo, ainda não houve conversa do PCdoB com o PSOL no intuito de formar alianças, como chegou a ser especulado. “Em nenhum momento a direção do PCdoB nos procurou para falar sobre alianças na cidade de Salvador. Talvez haja intenção do partido em conversar com o PSOL, mas o gesto ainda não ocorreu. Nós já decidimos que teremos candidatura própria nessa eleição. Agora, estamos abertos a dialogar com partidos de oposição ao prefeito ACM Neto, desde que tenha identidade programática com nossos princípios”, destacou.
Fazendo críticas à gestão municipal, Nogueira descreve a administração como “projeto modernizante conservador” promovido por Neto ao se referir ao trato ambiental que vem sendo alvo de contestações no município. “Nosso partido está imbuído da tarefa de denunciar o projeto carlista que aumenta o apartheid social. Cidade se faz com pessoas e não apenas com obras turísticas na Orla. Enquanto isso, os bairros periféricos continuam abandonados”, apontou.

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