Moro confirma filiação ao Podemos

Ex-juiz e ex-ministro do governo de Jair Bolsonaro (sem partido), Sergio Moro fez hoje, pela primeira vez, sua primeira menção pública sobre a filiação ao Podemos. Em mensagem publicada em sua página no microblog Twitter, Moro escreveu: “um Brasil justo para todos”.

Junto com a mensagem, estava a imagem do convite distribuído pelo Podemos convocando para o ato de filiação de Moro ao partido, marcado para a manhã de 10 de novembro, em Brasília. A frase de Moro faz parte do material, que diz que, “juntos, podemos construir um Brasil justo para todos”.

O contrato de Moro com a empresa Alvarez & Marsal, para qual prestava o serviço de consultor, encerrou-se em 31 de outubro. Em nota, a Alvarez & Marsal diz que, “hoje, os objetivos entre ambos são distintos”. “Ademais, a Alvarez & Marsal não mantém profissionais que tenham uma vida pública.”

Encontros

O desejo do Podemos é ter Moro como candidato a presidente, mas essa ainda não é uma certeza. Porém, já há articulações em torno do que poderá ser uma equipe para a eventual campanha do ex-juiz. Inclusive para alianças.

Está prevista uma reunião com o deputado federal Junior Bozzella, vice-presidente do PSL, partido que, junto com o Democratas, formará o União Brasil. A expectativa é que Podemos e União Brasil estejam juntos em torno de uma eventual candidatura de Moro. O ex-juiz também manteve contato nos últimos meses com o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta (DEM).

Moro terá mais agendas políticas ao longo do mês de novembro. Ele deve participar do Congresso do MBL (Movimento Brasil Livre), grupo apoiador do ex-ministro de Bolsonaro. Em dezembro, Moro ainda lançará o livro “Contra o Sistema da Corrupção”.

Pessoas próximas a Moro dizem que o ex-juiz está entusiasmado com as movimentações em direção a uma candidatura. E que ele está buscando interlocutores entre políticos e na sociedade civil, mostrando disposição a entrar na corrida pelo Planalto.

Volta à política

No fim de setembro, Moro veio ao Brasil para conversas com membros do Podemos, que reafirmou o convite para a disputa presidencial.

Caso realmente aceite entrar na disputa pelo Planalto, ele teria pela frente não apenas Bolsonaro, cujo governo integrou até abril de 2020, mas também o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que foi condenado por Moro em processos da Operação Lava Jato. Em razão disso, Lula foi preso e ficou impedido de disputar eleições. Este ano, porém, o STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu que Moro foi parcial na condução dos processos e anulou suas sentenças contra Lula, o que devolveu os direitos políticos ao petista.

Em pesquisa do intituto PoderData, divulgada na última quarta-feira (27 de outubro de 221), Moro aparece com 8% das intenções de voto. Em terceiro lugar, ele fica atrás de Bolsonaro, com 28%, e Lula, 35%. No Podemos, a expectativa é que, caso haja confirmação da candidatura, Moro conseguirá dobrar o índice atual “facilmente” nas pesquisas de intenção de voto.

Fonte: Uol

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